
A Estefany quando começou a ir pra escola no pré 1, dava trabalho, kkkk. Não queria ir pra escola, pensa num ano difícil, ela sempre muito impaciente, não aceitava opinião, não escutava ninguém, contrariar ela então, já dava chilique kkk. Quando começou a frequentar o pré 2, parecia que seria mais um ano puxado. Ela conheceu o jogo, mas por estar entre colegas, pessoas até então desconhecidas, não comentou sobre o jogo que via na escola.Até que um dia comentamos sobre o jogo que tinhamos visto no zap da turma, ela disse que conhecia, tinha vontade de jogar, mas não sabia jogar. Fomos procurar na internet como fazer um tabuleiro pra ensinar ela a jogar, fizemos então um tabuleiro caixa de ovo kkk, buscamos aprender pra ensina-la a jogar. Depois que aprendeu a jogar, ela passou por uma mudança incrível de personalidade, percebemos que ela perdeu um pouco da timidez, melhorou incrivelmente o raciocínio e a lidar com números (fazer contas). Enquanto ensinava mais e mais crianças a jogarem, sentíamos em casa a sua mudança, sem falar na vontade de ir pra escola, teve um dia muito chuvoso, onde ela foi pra escola, e não foi por falta de tentar em deixar ela em casa kkk, na escola só apareceu ela o professor e mais um coleguinha kkk, tamanha vontade dela de ir pra escola pra jogar mancala kkk.
Não consigo nem imaginar como ela seria hoje se não tivesse conhecido esse jogo
E o gosto dela era tão grande que no primeiro campeonato ela ficou em 2°lugar em parcialmente merecia o primeiro kkkk a mudança de personalidade ficou mais evidente no 2°torneio onde foi eliminada precocemente no momento ficou bem triste mais 2 horas depois ela entendeu que nem sempre se ganha principalmente quando não se esforçar muito (palavras dela).
No ano de 2016, na cidade de Barra Velha-SC, o professor Carlos Rodrigues efetivo na Educação Infantil deste município, conheceu por meio do seu amigo, Márcio Kléber Cernach, também professor, o jogo africano mancala. Jogo este, considerado o jogo de tabuleiro mais antigo do mundo. Ali, sem que Carlos soubesse, nascia o Sementes da África, projeto este que receberia esse nome somente por volta de junho de 2019.
Entre os anos de 2016 a 2019 o projeto andou a passos lentos. Inicialmente poucas crianças apresentaram interesse pelos jogos e isso se estendeu até o mês de setembro de 2018 quando entrou para o quadro de jogos, o jogo da velha, também de origem africana. Este por sua vez foi bem recebido pelas crianças que o praticavam em diversos momentos dentro da escola. Confeccionando inicialmente apenas jogos de mancala e bezette de forma artesanal, o professor Carlos foi aos poucos ampliando sua produção. A partir de 2019 começou a diversificar sua confecção de jogos elevando cada vez mais esse número.
No início de 2020 enquanto passava as férias no município de União da Vitória-PR, Carlos reencontrou um velho amigo do tempo da faculdade, Celso Curioni. Os dois conversaram sobre diversos assuntos e quando Carlos falou sobre o projeto, Celso ficou encantado e viu ali uma excelente oportunidade de empreender, vender, além dos tabuleiros, as oficinas para as prefeituras. Celso mencionou também os riscos de alguém roubar essa ideia, além do nome que até então não era registrado. Ali surgiu então, uma parceria entre o Sementes da África e a Cury Consultoria.
Essa curta trajetória do Sementes da África, é marcada pelo sucesso. Isso se deu pelas crenças, ideais e um conjunto de valores….